quinta-feira, 19 de março de 2015

A SÃ DOUTRINA

Baseado em 1Timóteo 1

Um dos grandes males do nosso século é uma aversão a um ensinamento sadio, a uma regra de vida sadia, baseada nas Escrituras, a Bíblia. Não é uma aversão somente de pessoas que são de fora do cristianismo, porém alcança fortemente o nosso meio, até mesmo os evangélicos que deveriam caracterizar-se por uma vida cristã baseada somente no evangelho de Jesus Cristo. Por isso, quando utilizamos a expressões doutrina, doutrinamento e sã doutrina, há uma reação de repúdio e aversão, muitas vezes zombeteiras ou verbalmente violentas.
Creio que para tais pessoas não há esperança pois rejeitando a sã doutrina, rejeitam, também, os ensinamentos bíblicos e para conhecermos e nos mantermos na sã doutrina necessitamos exatamente do conhecimento bíblico e aceitação dos seus ensinamentos.
Pouco tempo depois de Jesus Cristo ter estabelecido o seu evangelho no mundo, cerca de 30 anos depois de sua morte e ressurreição, este problema já existia. Talvez sem a amplitude de hoje, já que o mal se propaga rapidamente através dos mais variados meios de comunicação dos quais dispomos hoje, porém já existia. E o apóstolo Paulo se preocupou em iniciar sua carta ao seu filho na fé, então pastor da igreja de Éfeso, discorrendo exatamente sobre a necessidade dele se manter na sã doutrina e levar a igreja a permanecer também. Desse texto inicial, para nosso estudo, queremos destacar os seguintes.
A PREOCUPAÇÃO COM FILHOS NA FÉ – v. 2
A preocupação inicial de Paulo não era social, nem financeira, nem com a saúde. Via de regra confundimos as coisas e, quando levamos alguém à fé em Jesus Cristo nos preocupamos mais com o seu dia a dia, com as coisas desta vida. A preocupação principal deve ser com a manutenção da fé verdadeira em Jesus Cristo. Há muita fé falsa e muitos que rodeiam os crentes em Cristo tentando demovê-los e desviá-los da fé.
O DEVER DO PASTOR EM ADVERTIR CONTRA OS DESVIOS DA FÉ – v. 3-7
Há sempre pessoas se desviando e trabalhando para desviar outros da fé. São pessoas que se arvoram conhecedoras, que querem ser mestres das Escrituras, que não entendem nem o que dizem nem o que afirmam (v.7), mas que ensinam doutrinas diferentes da de Jesus Cristo. São pessoas que não se importam com o que Jesus ensinou e se importam muito mais com o que eles próprios pensam saber. São pessoas que fazem belos discursos baseados em fábulas, palavras fantasiosas ou se dedicam a intermináveis genealogias (v.5).
O pastor tem o dever de ordenar (no texto este significado da palavra grega paraggello é o que se encaixa melhor) que pessoas não ensinem falsas doutrinas. É compreensível que o pastor impeça o ensinamento pois, se advertir somente, ou somente alertar aos crentes, a palavra falsa sempre poderá surtir efeito de desvio em alguns. Assim como a fé vem pelo ouvir a Palavra de Deus, o desvio da fé pode vir pelo ouvir ensinamentos falsos. E sempre os ensinamentos falsos produzirão debates inúteis (este é o sentido de “questões” nos vs. 4 e 6) e controvérsias.
E os crentes que desejam permanecer firmes na fé precisam dar ouvidos às advertências do pastor.
O PASTOR PRECISA TER CONVICÇÃO DO VALOR DA SÃ DOUTRINA – v. 5,8-11
Pastores sem convicção da sã doutrina se desviam e conduzem as ovelhas por caminhos tortuosos, das falsas doutrinas. Um pastor que crê no batismo por aspersão leva a igreja a batizar por aspersão; um pastor que não reconhece o valor da Ceia como um memorial do sacrifício do Senhor Jesus, leva a igreja a atribuir valores humanos à Ceia. Um pastor que não crê que a Bíblia é a Palavra de Deus, leva a igreja a descrer da Bíblia como Palavra de Deus. Um pastor que não crê na necessidade de santificação da igreja, leva a igreja a se mundanizar, a buscar igualdade com o mundo. Um pastor que crê que a igreja tem que transformar socialmente o mundo, levará a igreja a trabalhar pela transformação social do mundo. São apenas exemplos do que acontece no meio cristão e de como pastores são responsáveis por tantos desvios.
O pastor precisa ter convicção da finalidade do mandamento de Deus: o amor de um coração puro, uma boa consciência e uma fé não fingida, verdadeira. Precisa ter convicção de que o ensinamento é mais eficaz que a imposição legalista, porquanto leva o crente a um comportamento de fidelidade ao evangelho por reconhecimento da nova vida em Cristo (ver o  exemplo do próprio apóstolo Paulo nos vers 12 a 17). Mas, também, a lei é boa e precisa ser utilizada legitimamente, para com os que perseveram no pecado (v. 8-11)
Paulo delineia os que precisam ser tratados segundo a Lei: os injustos (transgressores); os obstinados em não se sujeitarem ao evangelho; os que não têm temor reverente a Deus (asebes – chamados de ímpios ou irreverentes em nossas versões); os que se dedicam ao pecado; os profanos (não santificados); os maus; os parricidas, os matricidas, os assassinos; os que praticam atos sexuais considerados impuros (pornôs); os sodomitas (arsenokoites – homens que se deitam com homens); os que colocam serem humanos sob escravidão ou fazem comércio da escravidão (andrapodistes); os mentirosos, os que acusam falsamente e os que são contrários à sã doutrina. Note-se que o apóstolo Paulo inclui os que se opõem à sã doutrina com os que cometem os mais variados e terríveis tipos de pecado.
PRECISA HAVER NO PASTOR O SENTIMENTO DA MISERICÓRDIA DE DEUS EM SUA VIDA – v. 12-17
O apóstolo Paulo vivia para obedecer a Cristo e para glorificar a Deus. O que ele sentia procurava, por todos os meios, passar para os crentes em Cristo, tanto ensinando aos pastores, quanto ensinando aos próprios crentes. Ninguém é salvo e nem vive a vida cristã por seu próprio mérito. Ninguém é bom a ponto de merecer a salvação e o fortalecimento para a vida cristã. No seu profundo sentimento da misericórdia de Deus em sua vida, ele reconhecia:
a) Era agradecido a Cristo Jesus. Dava graças à ele.
b) O seu fortalecimento vinha de Cristo Jesus. Em nossa tradução está que ele reconhecia que o Senhor Jesus o confortava, porém a palavra utillizada tem a conotação clara de fortalecimento.
c) Ele próprio era propriedade de Jesus. Ele o chama de “Senhor nosso.”
d) Agradecia porque foi Cristo quem o considerou fiel para o ministério.
e) Considerava-se o pior dos pecadores. Mas reconhecia que através da própria misericórdia para com os pecadores, o Senhor Jesus dava provas da sua longanimidade.
A VERDADE DO EVANGELHO  - v. 15 e 16
Uma palavra fiel, verdadeira (pistos), digna de toda a aceitação é a de que “Cristo Jesus veio ao mundo, para salvar os pecadores.” Esta é a verdade do evangelho de Jesus Cristo, é a essência, é o motivo pelo qual Deus deu o seu Filho unigênito. Não há evangelho, não há sã doutrina, sem a convicção e a pregação de que todo aquele que crê em Jesus Cristo tem a vida eterna. Deixar essa verdade é fazer naufrágio na fé.
CONCLUINDO
O pastor precisa ser exemplo de fé verdadeira em Jesus Cristo, precisa pregar e ensinar a sã doutrina, com o objetivo de levar os crentes a conhecerem o evangelho verdadeiro e se manterem firmes contra os que praticam e pregam doutrinas contaminadas pelo pensamento humano, ou, até mesmo, criadas por homens.
O pastor precisa combater o bom combate. Precisa ser combativo contra o mal que rodeia e penetra na igreja. Não pode ser condescendente, não pode transigir porque ele tem um Senhor que é o dono da igreja. Precisa conservar a sua fé em Jesus Cristo e a sua consciência governada pela mente de Cristo. Não pode  pensar nem crer com a mente de homens, porém de Cristo. E a mente de Cristo nos foi revelada por ele próprio e registrada na Bíblia.

Os crentes em Cristo têm a mesma Bíblia que o pastor, tem a mente de Cristo e podem ouvir e aceitar de bom grado os ensinamentos e pregações que são realmente de acordo com a sã doutrina. Podem ajudar aos que estão se desviando da fé e devem, individualmente, permanecer firmes no evangelho de Jesus Cristo.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

O SACERDÓCIO UNIVERSAL DO CRENTE

Existem muitos conceitos teológicos que são produto da mente humana mas que são aparentemente baseados em conceitos bíblicos. Um deles é o chamado "Sacerdócio Universal do Crente". A expressão é bonita, busca referencial no texto da Bíblia, mas esconde algumas heresias. Uma delas é que o crente é responsável pelo bem estar físico e social do seu semelhante. Talvez seja a mais forte delas. Quando solta em uma frase de impacto durante uma pregação soa retumbante nos corações e logo ouvintes ávidos por fazer a vontade de Deus saem a campo e se lançam em um frenesi estafante para cuidar de semelhantes que muitas vezes não estão nem aí para Deus e que muitas vezes estão se exaurindo em atividades idolátricas, orgíacas, imorais. É o caso daqueles que saem a campo para cuidar dos foliões carnavalescos e para dar suporte a romeiros que sucumbem nos seus sacrifícios de idolatria. Cuidar dos idólatras e dos amantes das orgias se transformou em obrigação sacerdotal do crente. Pura armadilha do inimigo porque um sacerdote de Deus nunca teve por incumbência cuidar da saúde de povos pagãos, muito menos enquanto praticavam seus cultos idolátricos e orgíacos.
Na realidade o sacerdócio do crente é apontado pelo apóstolo Pedro sob dois aspectos e somente dois. O primeiro está no campo pessoal. Somos sacerdotes de nós mesmos, no sentido de podermos prestar culto diretamente a Deus, através de Jesus Cristo, sem intermediário algum. É o que o apóstolo diz em 1Pedro 2:4,5: "Chegando-vos para ele, a pedra que vive, rejeitada, sim, pelos homens, mas para com Deus eleita e preciosa, também vós mesmos, como pedras que vivem, sois edificados casa espiritual para serdes sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por intermédio de Jesus Cristo.Os sacrifícios eram prestados pelos sacerdotes e eram materiais; precisavam ser agradáveis a Deus para que fosse aceito por Ele; o mediador era o próprio animal sacrificado que figurava o Messias. Hoje o culto é espiritual, mas precisa ser agradável a Deus e é realizado pela mediação do Cordeiro de Deus, Jesus Cristo. Quando cultuamos a Deus através de Jesus Cristo, exercemos o sacerdócio que nos foi delegado.
O segundo aspecto do sacerdócio do crente está no sentido da intermediação entre pessoas e Deus. Não como era a função do sacerdote de Israel, que recebia do povo o animal a ser sacrificado e o apresentava a Deus, como um mediador aparentemente direto, mas em uma intermediação indireta, como veículos de uma mensagem que leva ao perfeito e único Mediador, Jesus Cristo. Observe-se as palavras do apóstolo em 1Pedro 2:9: "Vós, porém, sois nação eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz." O crente faz parte do povo de Deus e exerce um sacerdócio real com a finalidade de proclamar, pregar, anunciar, as virtudes do nosso Salvador, Jesus Cristo. Ou seja, exercemos um sacerdócio mediador no sentido de veicularmos a mensagem que pode levar o homem a Cristo que, por sua vez, é o único que pode levar o homem a Deus.
Estes, e somente estes, são os aspectos do nosso sacerdócio como crentes em Jesus Cristo.

terça-feira, 30 de setembro de 2014

O QUE É O INFERNO

Para sabermos o que é o inferno é necessário que nos esvaziemos de todos os conceitos humanos que, de alguma maneira, vieram até nós e ficaram em nossas mentes. Alguns dos conceitos mais comuns são: “O inferno é aqui mesmo”; “o inferno é um estado de espírito”; “o inferno é o isolamento completo”; “o inferno é a falta de Deus”; “o inferno não existe e é apenas uma figura de linguagem”; “o inferno é a extinção da alma”. Tais conceitos nem sempre estão isolados em pensamentos de algumas pessoas individualmente, porém alguns fazem parte de doutrinas religiosas e, algumas, que se dizem cristãs. Por isso estão cada vez mais penetrando igrejas batistas e arregimentando muitos adeptos que, por sua vez, as propagam, minando cada vez mais a nossa fé em Jesus Cristo. Digo isto porque se não crermos em algo que Jesus ensinou, fatalmente entramos pelo caminho da incredulidade em suas palavras.
Vejamos, então, o que Ele ensinou a respeito do que seja o inferno.
O INFERNO É UM LUGAR
O Senhor Jesus deixou muito claro que o inferno é um lugar. Na parábola do rico e Lázaro, o rico é encontrado em um lugar (Lucas 16:23), inclusive tendo a visão de outro lugar ao longe, onde estava Lázaro. É um lugar onde pessoas são lançadas (Mateus 18:9). Jesus nunca ensinou que o inferno é um estado de espírito, nem sofrimentos pelos quais as pessoas passam já neste mundo, porém que é um lugar.

1. É um lugar que foi preparado para o diabo e seus anjos – Mat 25:41. O inferno não foi preparado para o ser humano. Quando Deus fez o homem fez para que vivesse eternamente. O pecado tornou o ser humano semelhante ao diabo, no sentido da soberba, do desprezo à palavra de Deus e da condenação ao sofrimento eterno. Por isso, ao passar pela morte, o ser humano é lançado no inferno.
2. É um lugar de muito sofrimento – Interessante pessoas brincarem com a realidade do inferno, ou não se importarem com a possibilidade de irem para o inferno. Jesus sempre ensinou que é um lugar de sofrimento eterno. Observe-se, por exemplo:
a) Há fogo eterno no inferno, um fogo que nunca se apaga (Mat 5:22; Marcos 9:45: Mat 25:41). O ensinamento de Jesus é literal. Ele fala de fogo mesmo, de fogo que queima e não há como relativizar o que Ele definiu.
b) Há sofrimento para a alma e para o corpo (Mat 10:28). Esta palavra de Jesus demonstra que o sofrimento não é somente da alma, porém que é um sofrimento físico também. Além disso, demonstra que é um lugar onde o ser humano é lançado em sua formação completa, corpo e alma.
c) Há tormento – Lc 16:23,24,25. No versículo 23 a palavra grega utilizada é basanos que significa ser torturado, porquanto originalmente se referia a um instrumento de tortura; nos versículos 24 e 25, a palavra grega utilizada é odunao, que faz referência a dor intensa, extrema agonia. Isto significa que o fogo é literal e, como é natural do fogo, causa tortura, dor intensa, extrema agonia. O tormento no inferno é tão grande que muitas vezes, no Novo Testamento, é chamado de geena, uma denominação do vale de Hinon, lugar onde o povo de Deus havia construído altares a Moloque, deus pagão, e onde queimavam seus filhos, lançando seus corpos queimados no fundo do vale, e onde, também, o povo passou a jogar tudo quanto era espécie de lixo, inclusive corpos de animais mortos.
3. O inferno é o lugar da segunda morte. Em Apocalipse 21:8 lemos: “Mas, quanto aos medrosos, aos incrédulos, e aos imundos, e aos homicidas, e aos fornicadores, e aos feiticeiros, e aos idólatras e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago que arde com fogo e enxofre, o que é a segunda morte.” É o lugar onde as pessoas sofrem as agonias da morte por toda a eternidade, onde são encerradas, nos lugares mais profundos do universo, por toda a eternidade. E os que enfrentam a segunda morte são aqueles que não são purificados dos seus pecados, nem regenerados para uma nova vida em Cristo. Ou seja, aqueles que não creram em Jesus Cristo como o Salvador, o Filho de Deus que concede a vida eterna. Não creram porque foram medrosos, ou porque não colocaram a sua fé em Jesus Cristo, impedidos por escolherem continuar com a natureza de pecado, tendo prazer nos sentimentos ou nas práticas pecaminosas.
4. O inferno é um lugar sem saída. Em Lucas 16:26 lemos o ensinamento de Jesus: “E, além disso, está posto um grande abismo entre nós e vós, de sorte que os que quisessem passar daqui para vós não poderiam, nem tampouco os de lá, passar para cá.” O ser humano criou uma fantasia religiosa pensando que há possibilidade de alguém sair do inferno e ir para o céu. Porém Jesus ensinou que isso é impossível. Uma vez lançado no inferno, encerrado no inferno para sempre. Não há possibilidade de absolvição para quem foi lançado no inferno. Se alguém desejar ser absolvido, tem que ser enquanto está vivo, enquanto não enfrenta a primeira morte, através do reconhecimento de pecado, do arrependimento e da entrega de vida a Jesus Cristo como único Salvador.
O INFERNO É POVOADO POR PESSOAS QUE NÃO CRÊEM EM JESUS CRISTO
Em João 3:18 Jesus declara que quem não crê no Filho já está condenado. Em Mateus 25:41 ensina que os condenados são enviados para o fogo eterno, para o inferno; e, em Mateus 23:33 exclamou aos que o rejeitavam: “Serpentes, raças de víboras, como escapareis da condenação do inferno?”  Isto significa que os que não creem em Jesus Cristo como Salvador são as pessoas que povoam o inferno. Não há crentes em Cristo no inferno, porque os que creem nEle não são condenados. Não há como se pensar que o inferno é um lugar comum, para onde vão tanto crentes quanto não crentes em Jesus Cristo.
É UM LUGAR EM QUE PESSOAS SÃO LANÇADAS POR DEUS
       Quase que naturalmente podemos pensar que o diabo é quem lança pessoas no inferno. Não é. A Bíblia não ensina assim. Ele influencia, tenta, trabalha para que pessoas percam seus padrões morais, acima de tudo, para que não cheguem à fé em Jesus Cristo como Salvador. Porém, quem lança no inferno é o próprio Deus. Quando lemos somente o texto de Lucas 12:4,5 temos a impressão de que Jesus estava falando a respeito do diabo. No entanto, quando lemos “Ao som da sua queda, fiz tremer as nações, quando o fiz descer ao inferno com os que descem à cova...” em Ezequiel 31:16, e “Porque, se Deus não perdoou aos anjos que pecaram, mas, havendo-os lançado no inferno, os entregou às cadeias da escuridão, ficando reservados para o Juízo”. No final de todas as coisas, no juízo final, o diabo será lançado no inferno, e será Cristo quem fará isso, aquele que tem a chave do inferno (Apoc 1:18).
CONCLUSÃO
Não sabemos onde, mas o inferno é um lugar que é o oposto do céu. O céu é maravilhoso, o inferno é horrível; no céu há paz perfeita, no inferno há sofrimento eterno; no céu há consolações, no inferno há tormentos; no céu há a presença de Deus e de seu Filho Jesus Cristo, no inferno haverá a presença do diabo e seus anjos; no céu os salvos estão e estarão com o Salvador, no inferno os condenados estão e estarão com o tentador.
Certamente que é de bom senso escolher ir para o céu e nunca ir para o inferno. É de bom senso entregar a vida a Jesus Cristo, aquele que leva para o céu e rejeitar completamente as influências do tentador e a vida de pecado que é inerente a todos aqueles que não são regenerados por Jesus Cristo.

domingo, 21 de setembro de 2014

O QUE É O CÉU?

Muita coisa tem sido dita a respeito do que seja o céu e o inferno, como, por exemplo, que céu é somente um estado de espírito, que seria o último estágio de desenvolvimento espiritual do ser humano, ou que o céu será aqui mesmo em uma terra transformada, ou que o céu não existe, ou, ainda, que o céu é o universo e que os que vão para o céu passam a habitar em outros planetas. Quanto ao inferno, que seria aqui mesmo, ou que seria um tormento espiritual, ou que seria o tormento de arrependimento eterno sem possibilidade de escapar do sentimento de culpa, ou que seria um lugar de isolamento pessoal sem a convivência com outras pessoas. Há os que dizem que no inferno não existe o tormento das chamas eternas e há os que dizem que o inferno não existe, que morrendo uma pessoa, simplesmente deixa de existir.
No entanto, todos os pensamentos a respeito do que seja céu e inferno são de origem humana, de pessoas como nós, que, por estarem vivas, não podem saber de fato como seria o céu ou o inferno. Há os que dizem que já foram ao inferno e voltaram, ou os que dizem ter tido visões do céu, mas já vimos no estudo anterior que o céu e o inferno são lugares definitivos, que não há intercâmbio entre a realidade dos vivos e as realidades dos que já morreram.
Precisamos, então, estudar o que a Bíblia nos ensina a respeito, principalmente o que o Senhor Jesus deixou ensinado para nós, porquanto Ele é o Filho de Deus, é o único que veio do céu e voltou para o céu, é aquele em quem foram criadas todas as coisas, é o agente de toda a criação (João 3:13; João 1:3; Colossenses 1:16)
1. O céu é um lugar

Jesus se referiu ao céu e ao inferno através de várias expressões, como vimos no estudo anterior. Mas, também, sempre se referiu como sendo lugares para onde pessoas são levadas ou se encontram após a morte. Pessoas completas, com corpo e alma (sobre isto estudaremos mais adiante). Por exemplo, ao ensinar sobre a necessidade do novo nascimento (João 3:5), disse a Nicodemos: “Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito não pode entrar no Reino de Deus.” Ainda na sua palavra a Nicodemos (João 3:13), disse:  “Ninguém subiu ao céu, senão o que desceu do céu, o Filho do homem, que está no céu.” E, na parábola do rico e Lázaro (Lucas 16:22) Jesus disse que quando Lázaro morreu foi levado para o seio de Abraão. Na revelação do Apocalipse a João encontramos o Senhor Jesus Cristo convidando João a subir e entrar pela porta no céu para que visse o que o Senhor lhe mostraria (Apocalipse 4:1). Em Marcos 13:32 encontramos Jesus falando a respeito do dia do juízo final e afirmando que nem mesmo os anjos que estão no céu sabem daquele dia e hora. Voltando a Apocalipse 4, vamos encontrar a visão de João, arrebatado em espírito ao céu, vislumbrando o trono de Deus, o Cordeiro de Deus, a multidão dos salvos e tantas outras coisas. Conforme os ensinamentos bíblicos e, principalmente, os ensinamentos de Jesus, não há dúvida de que o céu é um lugar.
2. O céu é o lugar onde Deus está
A onipresença de Deus não é uma presença universal constante e obrigatória, porém a capacidade e o poder de estar em qualquer tempo nos lugares onde desejar estar. Pensar que Deus está em todos os lugares, em todos os seres, como se Ele habitasse na sua própria criação universal, é dar lugar a uma doutrina chamada panteísmo que, inclusive, abarca o naturismo. A tendência atual de se adorar a natureza é originária do pensamento panteísta.
Deus tem o seu lugar de onde governa todo o universo e este lugar é o céu. Em Isaías 66:1 lemos: “Assim diz o Senhor: o céu é o meu trono...” Em Mateus 23:22 lemos de Jesus ensinando: “E o que jurar pelo céu jura pelo trono de Deus e por aquele que está assentado nele.” Alguns dizem que é uma referência figurada, porquanto a expressão utilizada em grego e traduzida por “céu” é ouranos cujo significado seria o espaço arqueado do firmamento onde estão as nuvens, ou a atmosfera que nos é visível, ou, ainda, o universo. No entanto percebemos claramente que Jesus se refere ao céu como o firmamento em alguns ensinamentos (p.ex em Mat 24:30 e 35 e outros), mas, também, se refere ao céu com um lugar onde Deus está e de onde governa todas as coisas. Jesus tinha tanta convicção da presença do Pai no céu que ao orar, levantava seus olhos ao céu (ver p.ex João 17:1). Quando uma pessoa deixa este mundo e vai para o céu, vai para o mesmo lugar onde Deus está; daí ter que ser uma pessoa regenerada, perdoada e purificada de seus pecados, temente a Deus, que ame o Filho de Deus.
3. O céu é o lugar onde o Filho de Deus está.
Antes de morrer e ressuscitar, Jesus afirmou que ia para o Pai (João 16:16); em Marcos 14:62 lemos de Jesus afirmando que viria do céu juntamente com o Pai. Voltando a João 3:13, encontramos Jesus afirmando que está no céu; e o apóstolo Pedro declarou: “o qual está à destra de Deus, tendo subido ao céu (1Pedro 3:22). O Senhor Jesus Cristo ressuscitou e subiu ao céu, retornando para o Pai, assentando-se à destra do trono de Deus.
4. O céu é o lugar onde os salvos estão
Aqui chegamos ao ponto principal de discussões entre segmentos de grupos religiosos que se denominam cristãos. No estudo anterior mostramos que os que morrem vão diretamente para o céu ou para o inferno. No entanto, surgem diversas opiniões a respeito de quando os salvos vão para o céu e qual o estado físico e espiritual de permanência no céu. Encontramos ensinamentos claros e outros subtendidos na Bíblia.
a) Os salvos estão conscientes. Não estão dormindo, em uma espécie de estado de catalepsia. Em Apocalipse 15:3 lemos dos salvos cantando um cântico específico e conhecido, o cântico de Moisés e, também, o cântico do Cordeiro, e, ainda, diziam das grandes e maravilhosas obras de Deus. No episódio da transfiguração de Jesus (Lucas 9:30) encontramos Elias e Moisés conversando com Jesus a respeito das coisas futuras que aconteceriam com o Senhor.
b) Os salvos estão como seres completos. O ser humano é composto de corpo e alma, de uma parte material e outra espiritual. Há os que pensam e ensinam que somente o espírito do salvo vai para o céu, ficando aguardando o dia da ressurreição final quando, então, receberia o seu corpo glorificado e retornaria para o céu com um ser completo. Na realidade a Bíblia não ensina assim. Esta ideia tem fundamento em uma interpretação errada do que seria a ressurreição final, e isto é algo que discutiremos em um de nossos estudos futuros. Quando o crente morre o seu corpo terreno perde a vida, se corrompe e volta a ser pó. Foi gerado aqui e fica aqui. Mas, o seu espírito que foi dado por Deus, volta para Deus porém, com um corpo glorificado. O corpo glorificado, ou o corpo celestial (como afirma existir o apóstolo Paulo em 1Cor 15:40) é recebido no momento seguinte à morte. Este pensamento é baseado em textos bíblicos que mostram salvos sendo vistos no céu ou, no caso da transfiguração, em uma realidade celestial. Podemos utilizar alguns textos que já utilizamos até agora, tais como as visões dos salvos no céu no livro do Apocalipse.
E, em que nos baseamos para afirmarmos que se os salvos são vistos é porque já têm corpos glorificados? No fato de que espíritos não têm forma e, por isso, não são visíveis, nem palpáveis. Esta é, inclusive, uma afirmação do Senhor Jesus aos seus discípulos (Lucas 24:39). O dito de que espíritos são visíveis é superstição, é pensamento humano.
Alguns argumentam que os salvos só receberão seus corpos quando Cristo voltar e, então, ressuscitarem. No entanto, como veremos em estudo adiante, no dia que Cristo voltar os salvos ressurgirão com Ele, o que é diferente de ressuscitar.
c) Os salvos estão em paz perfeita. Sem qualquer tipo de sofrimento, gozam da paz perfeita. Não há dor no céu. Nem lágrimas, nem pranto, nem clamor, nem morte. Isto significa paz (Apoc 21:4).
d) Os salvos estão em um lugar perfeito. Perfeito no sentido moral, perfeito no sentido religioso, perfeito no sentido físico. No céu só entram os que foram purificados de seus pecados. Não entram os impuros (cães), os feiticeiros, os fornicadores, os homicidas, os idólatras e todo aquele que ama e pratica a mentira (Apoc 22:15).
CONCLUINDO
1. Deixar de crer no céu é deixar de crer no que Jesus Cristo ensinou e, ao mesmo tempo, é deixar de ter fé. Se a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, como teremos fé se não tivermos esperança? Fé somente para as coisas deste mundo? Isto nos faria os mais miseráveis dos homens (1Coríntios 15:19). É exatamente por isso que Satanás procura enganar a humanidade, inclusive os crentes, a respeito do que seja o céu. E isto ele faz utilizando muitos argumentos.
2. Sendo o céu o lugar onde Deus está, temos uma antevisão de quão maravilhoso é e de quanto poder há neste lugar. Um lugar onde está o trono de Deus, de seu Filho e onde todas as maravilhas que fazem parte da natureza de Deus e são originadas dEle estão presentes.

quinta-feira, 3 de abril de 2014

O JEJUM

Pr Dinelcir de Souza Lima

Nos dias atuais tem sido dada uma ênfase muito grande entre os chamados evangélicos a um comportamento religioso que se convencionou chamar de jejum. A prática tornou-se motivo de proclamações em púlpitos ou de palestras pessoais e de anúncios em grandes veículos de comunicação que incentivam e conclamam pessoas a dedicarem noites, dias, semanas ou metades de dias ao jejum, sempre sendo apontado como um excelente meio de crescimento espiritual, conquista de poder pessoal e benefícios divinos. Ultimamente tem sido divulgado até como se fosse eficiente para a salvação de povos e sociedades de um modo geral. Tornou-se comum encontrarmos pessoas se vangloriando de serem muito espirituais e, até mesmo mais espirituais que outras pessoas, por praticarem sistematicamente o jejum. A prática deste tipo de sacrifício pessoal se tornou quase que uma obrigação para quem deseja alcançar algum tipo de bênção.
No entanto, seria mesmo uma verdade bíblica que o jejum nos possibilita maior espiritualidade, que nos torna mais santos, ou que faz com que Deus ouça melhor nossas orações? Ficar sem ingerir alimentos daria ao servo de Cristo maior poder espiritual? Os cristãos deveriam incentivar tais costumes criando grandes movimentos de jejum nas igrejas? São questões que podem e precisam ser discutidas e esclarecidas à luz dos ensinamentos de Jesus, que é o autor da nossa salvação e o nosso Senhor, e à luz de todo o contexto bíblico.

domingo, 23 de março de 2014

A FAMÍLIA E A IGREJA

Pr. Dinelcir de Souza Lima
Sempre encontramos na Bíblia uma estreita relação entre famílias e povo de Deus e é relativamente fácil compreendermos a razão disso: Deus instituiu a família como primeira célula da sociedade humana; a igreja é composta de seres humanos (regenerados, porém humanos) logo a igreja é composta, em sua grande parte, de famílias.
Neste estudo não vamos nos prender a exemplos de laços familiares com a formação do povo de Deus no Antigo Testamento, porquanto alguém poderia argumentar que naquele tempo ainda não existia a igreja de Cristo. Por isso vamos nos deter em exemplos e ensinamentos contidos somente no Novo Testamento.
 JESUS CRISTO PRESTIGIOU A FAMÍLIA
Jesus é o Senhor da igreja. Ele prestigiou a família durante o seu ministério no mundo através de atos e ensinamentos que são irrefutáveis. Enumeramos alguns.
1. Jesus nasceu no seio de uma família. Às vezes fico a pensar em como Deus poderia ter enviado Jesus fazendo com que ele nascesse de uma jovem solteira, já que não nasceu através da fecundação natural entre a semente do homem e a da mulher. Não houve a participação de José na geração de Jesus em Maria. Ele foi gerado pelo Espírito Santo. No entanto Deus o colocou em uma família e ele era perfeitamente identificado com a sua família (Mr 3.32; Lc 4.22; Jo 1.45; 6.42). Se Jesus nascesse de uma jovem solteira nunca seria benquisto na sociedade judia. Seria olhado como alguém que teria nascido em situação irregular, perante Deus e a sociedade. No entanto, Deus valorizou a família ao fazer Jesus nascer e crescer no seio de uma família. Valorizou o que ele próprio instituiu. Se Jesus nasceu e cresceu dentro de uma família, fica difícil compreender uma pessoa que se diga cristã, que seja membro de uma igreja de Cristo, que não valorize essa instituição divina, primordial para o crescimento espiritual e social, e é fácil compreender que precisamos valorizá-la, envidando todos os esforços para preservá-la.
2. Jesus praticou atos que valorizaram as famílias. Os quatro Evangelhos registram seus atos, sendo que o primeiro registro que temos é o de quando ficou em Jerusalém, ainda menino, discutindo no templo com os doutores da Lei. Convocado pelos pais para retornar para casa com eles, após argumentar que era necessário cuidar dos negócios do Pai celestial, poderia ter dito que continuaria ali. Porém, deixou de lado o que estava fazendo e os obedeceu, seguindo-os de volta (Lc 2.40-51). Outros exemplos são a sua participação nas festividades de um casamento, onde realizou o seu primeiro milagre (Jo 2.1-12); a frequência à casa de uma família que era sua amiga, a de Lázaro (Lc 10.38; Jo 11.5); a frequência à casa de Pedro, em uma das ocasiões curando a sogra dele (Lc 4.38); o da ressurreição do único filho da viúva de Naim, restituindo àquela mulher o bem mais precioso que possuía; e, estando à morte na cruz, se preocupou em deixar sua mãe com um filho que cuidasse dela, passando sua filiação a João (Jo 19.26,27).
3. Jesus deixou ensinamentos preciosos a respeito de laços familiares. No seu discurso que ficou conhecido como “O Sermão da Montanha”, proferido logo no início do seu ministério, Jesus deixou ensinamentos claros a respeito da convivência dos cônjuges (Mt 5.31,32); em outra ocasião, criticou os fariseus porque não honravam a seus pais através do sustento, encontrando desculpas religiosas (Mr 7.9-13); e proferiu, novamente, ensinamentos a respeito do relacionamento conjugal (Mt 19.3-12).
É fácil assimilarmos a verdade de que se aquele que é a cabeça da igreja prestigiou tanto a família, é lógico que seu corpo, a igreja, também prestigie.
A IGREJA NASCEU E CRESCEU EM AMBIENTES FAMILIARES
Os Evangelhos e o livro de Atos dos Apóstolos registram alguns acontecimentos que mostram como a igreja de Cristo nasceu e cresceu em ambientes familiares, dos quais destaco alguns.
1. Lucas 22.7-14 (e textos sinóticos), onde está registrada a instituição da Ceia pelo Senhor Jesus Cristo, como um memorial do Novo Testamento , em um cenáculo (que era o terraço superior de uma casa) emprestado por um chefe de família.
2. Atos 1.13,14. Mostra os discípulos de Jesus, logo após a sua subida aos céus, reunidos também em um cenáculo, onde perseveravam congregados, unânimes, em oração. Provavelmente tenha sido naquele lugar que aconteceu a manifestação do Espírito Santo, registrada em Atos 2.1-4, anunciada por Jesus como sendo o batismo do Espírito Santo para a sua igreja.
3. Atos 16.13-15. Narra a conversão, na cidade de Filipos, de uma mulher com toda a sua casa e o convite insistente em hospedar o apóstolo Paulo e sua comitiva missionária.
4. Atos 16.23-34. Ainda na cidade de Filipos, preso, o apóstolo Paulo anuncia o evangelho ao carcereiro, que se converte com toda a sua família e recebe o apóstolo em sua casa, onda a família toda se alegra com a presença do servo de Cristo.
5. Atos 18.1-8. O texto registra o apóstolo Paulo conhecendo uma família temente a Jesus, em Corinto, e indo morar em seu lar. Encontramos, também, o registro do apóstolo pregando na casa de um homem que morava ao lado de uma sinagoga e da conversão do chefe da sinagoga e de toda a sua família.
6. Atos 20.6-12 registra a estada do apóstolo Paulo em Filipos, reunido com a igreja daquela cidade, em uma casa de família, pregando e participando de uma comemoração da Ceia.
E poderíamos citar tantos outros textos, como, por exemplo, o da conversão do centurião Cornélio e toda a sua família ou, ainda, os que registram a ajuda do casal Áquila e Priscila no ministério do apóstolo Paulo. Sem dúvida alguma o surgimento e o crescimento da igreja de Cristo estão intimamente ligados a laços e situações familiares.
OS APÓSTOLOS DE JESUS, FUNDAMENTOS DA IGREJA, DEIXARAM ENSINAMENTOS SOBRE A FAMÍLIA
Pelo menos dois desses apóstolos deixaram ensinamentos preciosos sobre comportamentos familiares. Os do apóstolo Paulo estão registrados em Efésios 5.22-33; 6.1-4 e Colossenses 3.18-21; e os do apóstolo Pedro em 1Pedro 3.1-7. Neles vamos encontrar ensinamentos preciosos a respeito do relacionamento dos maridos com as esposas, das esposas com os maridos, dos pais com os filhos e dos filhos com os pais. Ensinamentos de grande importância para a boa convivência familiar e que envolvem, também, a vida cristã.
CONCLUINDO

Estudando o Novo Testamento percebemos que não há como separar a importância da família e da igreja de Cristo. Há uma interação constante e natural. A igreja começou em lares convertidos ao Senhor Jesus e continuou crescendo sob os cuidados de pessoas com suas famílias e com a conversão de famílias inteiras através da pregação do evangelho de Jesus Cristo. Essa interação constante e natural fez com que os apóstolos deixassem ensinamentos que, se observados, trazem o equilíbrio da família e, consequentemente, da igreja. Famílias equilibradas, tementes a Deus, obedientes aos princípios divinos, formam igrejas também equilibradas e tementes a Deus. Cabe a nós, servos de Cristo, sermos obedientes aos ensinamentos de Cristo e seus apóstolos e perseverarmos nesses ensinamentos, a fim de que as igrejas de Cristo cresçam fortes e atuantes na sociedade que vivemos.